Porto Alegre, de 2009  
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A imortalidade em azul, preto e branco.
 
 

Quando depende do Olímpico...

 

Se existe uma verdade no Brasileirão 2009, é que não tem time mais vencedor dentro de seus domínios do que o Grêmio. Para fundamentar minha opinião, invoco uma máxima do Direito Brasileiro: CONTRA FATOS, NÃO HÁ ARGUMENTOS. O Monumental, não só aumenta o rendimento do plantel Gremista, como também apavora os adversários. Até mesmo os clubes que brigam pela ponta da tabela são goleados no Rio Grande do Sul. Os resultados dentro do estádio Olímpico são esclarecedores, senão vejamos:

 

05/07 - 16h - Brasileiro - Olímpico - Grêmio 4 x 1 Atlético-PR

12/07 - 16h - Brasileiro - Olímpico - Grêmio 3 x 0 Corinthians

19/07 - 16h - Brasileiro - Olímpico - Grêmio 2 x 1 Inter

25/07 - 18h30min - Brasileiro - Olímpico - Grêmio 3 x 2 Santo André

02/08 - 18h30min - Brasileiro - Olímpico - Grêmio 4 x 1 Cruzeiro

16/08 - 16h - Brasileiro - Olímpico - Grêmio 4 x 1 Flamengo

23/08 - 16h - Brasileiro - Olímpico – Grêmio 4 x 1 Atlético-MG

 

O fato é que nós torcedores Gremistas fazemos a diferença. Não importa quantos desfalques tenhamos, não importa a “qualidade” da arbitragem, não importa o oponente, nós, torcedores do Grêmio, chamamos a responsabilidade para as arquibancadas e derrotamos (nem que seja no grito) quem aparecer. NO OLÍMPICO, QUEM MANDA É O GRÊMIO!

Por outro lado, quando o confronto é fora daqui, a campanha tem sido vexatória. Falta dentro de campo alguém que assuma a responsabilidade e compense a falta do apoio dos Gremistas no território inimigo. Quando esse problema for resolvido, o Grêmio entra diretamente na briga pelo título. Desde que seja logo....

 

 

 

Obs: Amigos leitores, peço mil desculpas pela demora nos posts. Acontece que atividades de ordem particular/profissional têm me deixado um tanto quanto assoberbado. Por isso, estou com muitas dificuldades de manter em dia minhas funções “clubísticas” (entenda-se por funções “clubísticas” acompanhar os jogos do Tricolor, ir ao Monumental e atualizar a coluna do Grêmio). Porém, informo que estou sofrendo muito com tal situação. Não é fácil colocar o Grêmio em segundo plano, mesmo que isso seja estritamente necessário. Espero que meus objetivos sejam alcançados e, se isto ocorrer, em outubro volto a postar com a mesma frequência. Agradeço a compreensão de todos.

 Um forte abraço à massa Gremista.

                   Eduardo Vasconcellos.

 
 
 

 
A imortalidade em azul, preto e branco.
 
 

Excursão a São Paulo: 1 ponto e muitos problemas.

 

 

O Grêmio volta de São Paulo com um ponto na bagagem e uma enxaqueca daquelas. Sou contrário à ideia de que um empate com o Palmeiras dentro da sua casa é um ótimo resultado. Entendo que não é uma façanha extraordinária arrancar apenas um ponto do time paulista, seja aonde for. Mesmo considerando que o Palmeiras é o líder do certame, acredito que o Grêmio tem história e elenco para vencer o clube de São Paulo dentro do Parque Antártica, até porque o “PORCO” não chega a ser um time de assustar ninguém. O Grêmio, no segundo tempo, marcou, atacou, pressionou e, por detalhe, não ganhou do líder do campeonato brasileiro de 2009. No meu sentir, o empate na capital paulista não foi mais do razoável.

Penso, também, que essa ideia de supervalorizar o resultado contra o Palmeiras influenciou diretamente no resultado do jogo de domingo, dia 09/08/09, contra o Barueri. Com certeza, houve “salto alto” do grupo Gremista.

Foi, deveras, uma das piores partidas do Grêmio neste ano. As laterais continuam a falhar, tanto no apoio ao ataque, quanto à defesa. Como eu já disse nesse espaço, falta qualidade. É inadmissível que um zagueiro (Thiego) colocado na função de lateral com a missão exclusiva de marcar não consiga o fazer de forma satisfatória. Jadílson, por sua vez, tem qualidade para atacar, mas continua a errar muitos passes. Também é verdade que o lateral esquerdo melhorou na parte defensiva. Nada muito animador, porém houve progresso.

Tcheco e Souza há bastante tempo não tem o mesmo rendimento fora de casa. O segundo, cumpri salientar, não vem jogando bem há vários jogos, sejam eles no Olímpico, ou fora do RS. Independente da qualidade e rendimento de ambos, tenho que não é momento de dar declarações conflituosas. Um grupo, quando atravessa um mau momento, precisa unir-se. Qualquer ação que não seja nesse sentido, é desnecessária por completo.

Quanto ao ataque, me limito a dizer que sem Maxi López, o setor vira um deserto. Jonas não é o cara e Douglas ainda tenta encontrar seu melhor futebol. O jovem  meia-atacante precisa de confiança e ritmo.

O destaque positivo, novamente, foi Adilson. Quanta raça e qualidade tem o volante Gremista! O segundo homem do meio campo, se melhorar o arremate a gol, com certeza será um dos melhores da posição no Brasil.

O primeiro turno passou e o Grêmio não conseguiu vencer fora. Esperamos que o Tricolor vença o Flamengo no domingo, dia 16/08/2009, e que a confiança advinda de um resultado positivo contra uma grande equipe, somada a reforços, traga as vitórias que nós torcedores Gremistas tanto esperamos.

 

Força Grêmio, hey! Força Grêmio, hey!!!!
 
 
 

 
A imortalidade em azul, preto e branco.
 
 

Violência, recalque e três pontos.

 

 

 O Cruzeiro veio a Porto Alegre parecendo que desejava vingar-se, inexplicavelmente, do Tricolor pelo seu insucesso na L.A’09. Quem olhava de fora, notava que os jogadores do Cruzeiro queriam mais do que a vitória. Eles queriam confusão. Sorte nossa que o Grêmio não entrou na “onda” dos mineiros e soube aproveitar-se da infantilidade (para não dizer outra coisa) deles. O incrível é que a “agressividade” da equipe de Minas gerais não repercutiu nacionalmente, se fosse o Grêmio jogando daquela forma diriam que nós Gaúchos somos violentos, teria denúncia no STJD, punição aos atletas e todas aquelas coisas que nós Gremistas sabemos bem.

Pergunto: qual será o problema do atacante W. Paulista com o Grêmio? Será arrependimento por ter pensado só no quesito financeiro quando decidiu acertar com o Cruzeiro em vez de vir para o Imortal dos Pampas? Será inveja da torcida que mais alenta no Brasil? Não sei, mas o problema é dele! E, digo mais, graças a Deus não foi contratado! Maxi López é muito mais jogador e tem forte identificação com a rapaziada Tricolor.

No que tange ao jogo, o Grêmio jogou muito mais do que o time mineiro do início ao fim da partida. Por outro lado, ainda sofre da “síndrome da coberta curta”, ou seja, quando tapa a cabeça, descobre os pés. Isto significa dizer que o time de Autuori ao atacar se desprotege atrás, e fica muito vulnerável no setor defensivo. Foi através dessa formula que saiu o gol do Cruzeiro. Apesar disso, o Grêmio fez uma boa apresentação, teve volume de jogo e soube concluir as jogadas.

Pode se dizer que a goleada adveio das expulsões, mas os três pontos viriam de qualquer forma. Se os Cruzeirenses acham que o Grêmio vingou-se da eliminação na Libertadores, estão enganados. Nos vemos na próxima edição da L.A., se eles estiverem lá. O importante, agora, foi somar os três pontos e subir na tabela.

Analisando o próximo enfrentamento do Grêmio, (que se dará contra o Palmeiras em sua casa) fico com a nítida impressão de primeira vitória fora chegará quinta-feira, dia 06/08/2009. Por mais incoerente que seja, acredito que o time de pior campanha fora (Grêmio), ganhará do que obtém o melhor aproveitamento dentro de seus domínios (Palmeiras). Digo isso, pois o Tricolor é o time do improvável, do inimaginável. Quando a tarefa parece impossível para os reles mortais, torna-se mais próxima de virar uma façanha do Imortal.

 

 
 
 

 
A imortalidade em azul, preto e branco.
 
 

Passou da hora!

 

Inaceitável! Essa é a única palavra que pode definir a situação do Grêmio em jogos fora do Olímpico. Em sete jogos disputados longe de Porto Alegre, o Tricolor empatou um e perdeu seis. Ou seja, em 21 pontos disputados, o Grêmio fez apenas 1!

Os problemas do Grêmio, de ordem técnica e tática, são os mesmos aqui, em Porto Alegre, ou em qualquer outro lugar do Brasil.  Ora, se o time ganha dentro de casa, o que falta para começar a vencer fora? Falta atitude.

Somente a ausência de confiança e atitude explica os maus resultados obtidos nesse campeonato brasileiro. É nítido o nervosismo que toma conta dos jogadores quando o adversário faz um gol. O curioso é que esse tipo de comportamento é comum em times com jogadores inexperientes (jogadores que subiram da base ou aqueles muito novos), o que não é o caso do Grêmio.

Nesse momento de instabilidade, é necessário que os jogadores mais “rodados”, com mais “bagagem”, assumam a responsabilidade e mantenham o time tranquilo para buscar o resultado positivo. Acredito que jogadores como Maxi Lopez (com passagens pelo River Plate e Barcelona), Souza (ex-jogador do São Paulo e do Paris Saint German), Tcheco (jogador de 33 anos) e Túlio (com 33 anos também) poderiam contribuir mais com o time, demonstrando mais personalidade nas horas de adversidades. Está faltando comprometimento!

Domingo, dia 02/07/2009, temos um jogo duríssimo contra o Cruzeiro. É preciso ganhar. Alento das arquibancadas não faltará! Os três pontos são importantes, visto que o próximo jogo é contra o líder Palmeiras, em São Paulo e a hora de vencer fora já passou.

 

Obs: Os corneteiros, secadores, aqueles que gostam de vaiar e etc, aproveitem o frio, aqueçam a lareira e fiquem em casa! Aos demais, nos vemos domingo no monumental!

 
 
 

 
A imortalidade em azul, preto e branco.
 
 

Santo quebrado e pontos a melhorar.

 

O Grêmio saiu perdendo o jogo contra o time do ABC paulista, porém, como sói acontecer em jogos dentro do Olímpico, o Tricolor virou a partida, quebrou o “Santo André”, sepultou o fim na carreira do “Pé de anjo” Marcelinho Carioca e conquistou mais três pontos no BR’09.

O Grêmio, contudo, não apresentou um grande futebol. Novamente, vimos a “Av. Jadílson” com grande fluxo. E foi por ali que saiu o primeiro gol do Santo André. Não que eu seja um dos defensores de Fábio Santos, muito pelo contrário, mas é evidente que o Jadílson não sabe cumprir a função tática que o 4-4-2 impõe. Toda qualidade que o ala tem para atacar, lhe falta para defender. A verdade é que as laterais do Grêmio (tanto a esquerda, quanto a direita) são deficientes. Falta de qualidade se viu, também, no setor ofensivo. Com a suspensão de Maxi López, foi visível a falta que “El Rubio” faz. Jonas não foi bem e Herrera mostrou apenas a força de vontade habitual.

Por outro lado, destaco a regularidade do volante Adilson, que melhora a cada partida. Souza mostrou mais uma vez porque é considerado o diferencial Gremista e Rafael Marques está pedindo passagem. No meu sentir, a dupla de zaga deveria ser Réver e Rafael Marques, muito mais pelo ótimo momento de ambos, do que por falta de qualidade de Léo.

Um capítulo à parte ao “Bonitinho” Tcheco. O capitão Tricolor (embora tenha seus momentos de apatia) é muito importante para o Grêmio. Além de armar o jogo e atacar, o meio-campista defende e dá segurança a defesa. Se às vezes não rende o que se espera dele, é em razão da sua condição física que não é das melhores. Alguém lembra do problema crônico que o capita tem no púbis? Em 2007, o então técnico Gremista, Mano Menezes, incomodado com as constantes reclamações de dores de Tcheco, disse que não queria mais ouvir queixas do meia. Desde lá, Tcheco nunca mais tocou no assunto e não cobrou mais faltas frontais. Claramente, o jogador ainda sofre com as mesmas dores, que devem ter se agravado com o passar dos anos. Afinal, Tcheco já tem 33 anos de idade.

Quinta-feira, dia 30/07/2009, o Grêmio vai ao Morumbi enfrentar o São Paulo de Ricardo Gomes. Nesse mesmo estádio conquistamos o primeiro título brasileiro, com um golaço de Baltazar, “O artilheiro de Deus”. Não há palco melhor para começar a vencer fora do Olímpico.

 
 
 

 
A imortalidade em azul, preto e branco.
 
 

Fragilidade e irregularidade.

  

O jogo de ontem (contra o Avaí na Ressacada), parece uma repetição de tudo o que já vimos nesse campeonato brasileiro. O Grêmio mais uma vez foi jogar fora de casa, criou chances e as desperdiçou, tomou um gol em um lance infantil e depois se desarrumou em campo. O resultado novamente foi negativo. Por certo, deve ser levado em consideração que o trabalho de Paulo Autuori está apenas começando. Contudo, é inaceitável que o Grêmio mostre jogo após jogo os mesmos problemas técnicos e táticos. isto é, quando os confrontos são longe dos seus domínios, o Tricolor tem um meio campo frágil e as individualidades somem.

Todos nós torcedores, esperávamos que o êxito no Gre-nada impulsionasse o Tricolor para sua primeira vitória fora do Rio Grande do Sul e que começasse, assim, uma arrancada rumo ao topo da tabela. Não aconteceu. O Grêmio volta de Santa Catarina tendo que repensar a sua forma de jogar futebol fora do Olímpico. Claro que houve forte marcação sobre Tcheco e Souza, mas a apatia do time inteiro não teve como causa exclusiva a competência do Avaí e é algo que deve ser salientado para que não ocorra novamente. Com todo o respeito ao time catarinense, o Grêmio tem um elenco muito mais forte e qualificado, de maneira que ao menos um ponto deveria ser trazido da “ilha da magia”.

  Se o Grêmio pretende galgar objetivos maiores no Brasileirão 2009, deve começar a vencer fora urgentemente. Em campeonatos de pontos corridos o fator diferencial é a regularidade, e para obtê-la é necessário ter resultados semelhantes dentro e fora de casa.

 
 
 

 
A imortalidade em azul, preto e branco.
 
 

      GRE-NAL:

                10x0 ANOS!

 

O Rio Grande do Sul sempre foi divido por uma dualidade histórica. Essa divisão em dois pólos é algo intrínseco ao povo Gaúcho. Aqui, ou se é chimango, ou é maragato, ou esquerdista, ou é de direita.  Aqui, não se tem um meio termo. Quem chega nesses pagos, há de tomar uma posição e defender os seus. No futebol não é diferente. Essa necessidade de fazer com que tudo seja bipolar, fez com que surgisse o Sport Clube Internacional, e com ele teve também a divisão do estado entre os dois clubes. Embora não tenham as maiores torcidas do Brasil, Grêmio e Internacional obtém a maior rivalidade do país, justamente pelo critério dualístico do povo riograndense.

O maior clássico do futebol brasileiro surgiu no dia 18 de julho de 1909. O Grêmio era um time sólido e, com apenas seis anos de existência, já se firmava como uma das potências do Rio Grande do Sul. O Inter engatinhava, havia surgido há três meses e decidiu enfrentar o tricolor. Como era de se esperar, o Grêmio massacrou o colorado. O escore daquela partida histórica foi: Grêmio 10 x 0 Internacional. Uma aula de futebol ao irmão mais novo.  

Exatos 100 anos depois, a dupla Gre-nal encontrou-se novamente. Não apenas para disputar três pontos a mais no campeonato brasileiro, mas principalmente para disputar um campeonato à parte, um campeonato que na nossa terra vale muito: o GRE-NAL DO SÉCULO.  

O GRE-NAL se ganha na base da raça, superação. Legitimamente, o super-clássico se ganha no detalhe. Desta feita, o Grêmio aproveitou-se dos seus seis anos a mais de experiência e venceu o Internacional no último domingo, dia 19 de julho de 2009, por 2 x 1 de virada. Mostrando que após um século de disputa o Imortal tricolor mantém a hegemonia deste solo. Assim como outrora a equipe do ano de 1909 fez história, o grupo de 2009 marcou seu nome na história do clube e do clássico.

100 anos de GRENAIS, 100 anos de supremacia Tricolor, 106 de tradição e amor pelo Grêmio!!!

 

Obs1: A velha camisa 16 voltou para o campo sobre a pele de Maxi López para fazer a alegria do povo tricolor!!!!

 

Obs2: Dizem por aí que os colorados não conseguiram ouvir as instruções do seu comandante, pois todos estavam com OTITE!!! “Aonde estão? Ninguém os vê....”

 
 
 

 
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Com cara de Grêmio e de Autuori.  

 

No último domingo, dia 12.07.2009, Paulo Autuori pôde enfim fazer a sua estreia na casamata tricolor. Com tempo para trabalhar, o “Coach” Gremista enfim conseguiu impor ao grupo de jogadores a sua metodologia de trabalho, seu estilo de jogo (de muito toque de bola) e, o mais importante, sem fazer com que o Grêmio perdesse sua característica histórica de forte marcação e imposição física. O Tricolor dos pampas foi compacto em todas as suas ações e engoliu o Corinthians. O Grêmio, desta vez, conseguiu converter suas oportunidades de gol, de forma que até Alex Mineiro fez as pazes com as redes e com a torcida, que espera cada vez mais gols do artilheiro.

Com dura marcação sobre André Santos e Jorge Henrique, Mano Menezes viu seu esquema tático ser desmontado. Cabe, porém, a ressalva de que o craque RONALDO estava apático, será que foi algum problema particular? Será que algum ente querido o deixou? Brincadeiras à parte, a verdade é que Ronaldo e os corintianos levaram do Olímpico para São Paulo outra lembrança ruim e, de quebra, um sonoro três a zero. Com o resultado da partida, restou evidente, ainda, a discrepância entre as competições nacionais e internacionais.  

Embalado e se aproximando do G-4, o Imortal Tricolor já esta no Paraná para enfrentar o Coxa em busca da primeira vitória fora de casa no certame. Friso que apenas seis pontos (ou seja, dois jogos), nos separam do líder do campeonato Atlético Mineiro. Nesse passo, a vitória sobre os paranaenses torna-se mais importante. Se o Grêmio desempenhar o mesmo futebol do final de semana passado, tem muitas chances de vencer a partida.

A partir de quinta-feira, tudo é Gre-nal! E que comecem os festejos dos 100 anos dos 10 x 0! Dá-lhe TRICOLOR!!!

 
 
 

 
A imortalidade em azul, preto e branco.
 
Com nossos trapos, nossas bandeiras e com os bumbos da banda Tricolor! Começa agora uma série de jogos importantes para o Grêmio no Campeonato Brasileiro. O primeiro deles é contra o Corinthians de Mano Menezes, Ronaldo e Cia. O time paulista foi construído ano passado para enfrentar a série B do Campeonato Brasileiro. Contrataram jogadores com muito futebol, dedicados e baratos, pois ainda eram, em sua grande maioria, desconhecidos no cenário nacional. É verdade, também, que o elenco do Corinthians da temporada passada era um luxo para disputar a 2ª do certame brasileiro, coisa que poucos clubes podem fazer. Esse ano, com alguns reforços pontuais, o Corinthians se tornou um time forte e competitivo, de forma que foi campeão da Copa Brasil. Tem um fenômeno no ataque, mas a sua maior estrela está no banco reservas. O adversário de domingo é concorrente direto na disputa do título Brasileiro e uma das equipes mais forte da competição. Nesse diapasão, o Grêmio deve mostrar sua força no Olímpico e garantir a vitória, não somente pelos três pontos, mas também pela impulsão que o resultado positivo poderá dar, visto que na semana seguinte teremos o Coritiba fora e um Gre-nal dentro do Olímpico. Uma seqüência de 4 vitórias consecutivas (contando com a obtida em cima do Atlético PR) poderá, pela minha modesta projeção, alçar o Grêmio para a segunda ou terceira posição dentro do campeonato, o que seria um bom recomeço. Sorte nossa que teremos um reforço de última hora. Não, nenhum jogador foi contratado ou volta de lesão. Acontece que o Presidente Duda Kroeff parece enfim ter percebido que deve ter a torcida ao seu lado e, finalmente, teve uma reunião com a Brigada Militar para viabilizar que a Geral possa entrar com seus trapos, bandeiras e todos os outros instrumentos que caracterizam a melhor torcida do Brasil! O Grêmio é difícil de ser batido em qualquer circunstância, mas quando está unido e com o apoio de sua torcida torna-se praticamente imbatível dentro de seus domínios. ->Lembram-se do último jogo do Campeonato Brasileiro de 2007? O jogo que culminou o rebaixamento dos paulistas. Recordar é viver! “Hoje é uma noite especial. Você não pode perder! Corinthians série B!!!”
 
 
 
 

 
Paixão e orgulho!
 
Três dias depois de muita confusão, pancadaria, Gremistas fora do estádio e o adiamento do tri da América, o que se deve esperar da torcida? Que não vá ao estádio? Que abandone o time? Quando trata-se da torcida do Grêmio, não! Doze mil guerreiros levantaram no domingo de manhã decididos a ir ao Olímpico por pura teimosia e orgulho. Na hora do mate, quando perguntados pelos secadores de plantão, o que iriam fazer no estádio, estes loucos pareciam repetir os versos do poema “Galo Rinha” do grande payador, poeta e Gremista Jayme Caetano Braum, que reproduzo em parte: “E ao te ver morrer peleando, No teu destino cruel. Sem dar nem pedir quartel. Rude gaúcho emplumado. Meio triste, encabulado, Mil vezes me perguntei Por que é que não me boleei Pra morrer no teu costado? Porque na rinha da vida Já me bastava um empate! Pois cheguei no arremate Batido, sem bico e torto .. E só me resta o conforto Como a ti, galo de rinha, Que se alguém dobrar-me a espinha Há de ser depois de morto! E com a bravura tradicional dos pampas, viram o Grêmio fazer o que não fez durante todo o primeiro semestre do ano, ser eficiente. Os argentinos Maxi López e Herrera conduziram o baile como se estivessem na casa de Shows “Senhor Tango”, em Buenos Aires. Em menos de doze minutos de jogo, o placar já estava 3 x 0 para o Tricolor e a peleia decidida. O resultado final foi: Grêmio 4 x 1 Atlético Paranaense. Ainda que não tenha sido um espetáculo, a vitória dá um alento à massa Tricolor. Impossível, contudo, esquecer o que é nossa obsessão. O escore feito domingo teria classificado o Grêmio diante do Cruzeiro. Admito que o sentimento de que poderíamos ter ido à La Plata é algo que martela o tempo inteiro, assim como a derrota para o Boca Jrs, em 2007. Isto porque, ao assistir o primeiro jogo das finais, pude observar o quão fraco é o time do Estudiantes e, que realmente, o confronto entre Grêmio e Cruzeiro foi uma final antecipada. Para o vírus eliminação (que deixou todos nós de cama), o Grêmio e sua torcida tentam achar o antídoto que, embora não tenha sido encontrado, já tem nome definido: L.A.2010! O Grêmio deu o primeiro passo rumo ao seu objetivo principal a partir de agora. Três pontos a mais no Campeonato Brasileiro. Três pontos mais próximos da Libertadores 2010! “Dá-lhe ôôôô, o Grêmio é copeiro! Dá-lhe ôôôô, Campeão Mundial! Dá-lhe ôôôô, amor verdadeiro! Dá-lhe ôôôô, loucura total!!!!” Obs1: Peço minhas sinceras desculpas pelo atraso no post, mas enfrentamos problemas de ordem técnica no site essa semana. Obs2: Fica aqui a minha singela homenagem a um dos grandes nomes da história platina Jayme Caetano Braum, que nos deixou há dez anos.
 
 
 
 

 
A Imortalidade em azul, preto e branco
 
Hora de mudanças. Sobre o jogo, pouco a ser dito. Poderia comentar o pênalti escandaloso e não assinalado pelo juiz da partida, cometido pelo zagueiro cruzeirense Leonardo Silva em cima de Herrera no primeiro tempo, quando o jogo ainda estava zero a zero. Porém, a verdade é que o Cruzeiro jogou melhor nas duas partidas, principalmente no que diz respeito à eficiência. O time mineiro teve apenas duas chances de alterar o placar durante o jogo todo e as aproveitou convertendo-as em gols. O Grêmio teve inúmeras oportunidades de gol, todavia desperdiçou a grande maioria, da mesma forma que ocorreu no primeiro jogo em Minas Gerais. Inevitável, também, a sensação de “dejavu”. Parece que o Grêmio estava tão concentrado na Libertadores da América que deixou de olhar as competições que conduzem à ela, cometendo os mesmos erros que o rival cometera no dia anterior. Corolário lógico: a eliminação. O grupo Gremista tem qualidades e defeitos, muitas peças (entenda-se jogadores) poderão e deverão ser aproveitadas, outras, as quais jamais deveriam ter sido utilizadas, devem deixar o estádio Olímpico. Não há, contudo, que se fazer: “terra arrasada”. O Grêmio não tem o melhor grupo do mundo, mas também não tem o pior grupo do mundo. O problema do Grêmio é a falta de qualidade técnica em razão da profunda crise econômica que o clube enfrenta há anos, fruto de más administrações que se sucedem. Por mais dolorosa que seja a eliminação, o fato mais marcante e mais triste da noite de ontem foi a verdadeira “guerra civil” que se instaurou no pátio do Olímpico entre PM + seguranças do Grêmio x sócios + torcedores com ingressos. Toda confusão foi causada, única e exclusivamente, pela direção Gremista. Digo isso, pois da Polícia Militar já é esperado a falta de preparo e a truculência habitual, que somadas à falta de contingente só geram cenas de horror. De destacar-se, por oportuno, que foi concedida toda a segurança necessária para a torcida do Cruzeiro, o que deveria ter sido feito, mas não em detrimento da segurança dos torcedores do Grêmio. Afinal, será que quando a torcida do Grêmio foi a Belo Horizonte os policiais se preocuparam mais com a segurança do Grêmio do que com a da torcida local? Me parece que não, mas fica a pergunta no ar.... Dito isto, volto-me para o cerne da confusão, que se deu devido ao que se chama, em termos aéreos, de prática de “overbooking”, que ocorre quando um número maior de passageiros caracterizados como prováveis "no show" comparece para o embarque. Foi exatamente o que aconteceu. A direção completamente despreparada e, provavelmente, sem fazer uso de uma calculadora, errou nas contas. O Grêmio dispõe de um quadro social de aproximadamente 60 mil pessoas, sendo que 35 mil têm acesso livre através da sua carteirinha de sócio, e os outros 25 mil devem comprar o ingresso com o desconto que a modalidade oferece. O estádio Olímpico tem capacidade para 50 mil pessoas. Para este jogo a direção disponibilizou 20 mil entradas para comercialização. Ora, 20 mil entradas mais os 35 mil sócios com acesso livre perfazem o total de 55 mil pessoas, ou seja, 5 mil pessoas a mais do que a capacidade estádio. Pode parecer ridículo, mas alguém dentro do Olímpico precisa urgentemente de aulas de matemática básica. Lamentável! As cenas que presenciei e ouvi ontem não condizem com o tamanho e história do Grêmio. Por exemplo, dois grandes amigos meus que vão a todos os jogos, pagam suas mensalidades em dia e cujas famílias são sócias do Grêmio há mais de vinte anos, foram barrados no portão do estádio, pois não havia lugar. Assim, dirigiram-se imediatamente ao quadro social na tentativa de falar com o dirigente Sr. Luís Moreira, onde já havia um aglomerado de pessoas e quando eles finalmente entraram no quadro social (de forma pacífica, diga-se de passagem) foram agredidos com diversos socos pelos seguranças do clube. Ressalto que dentro do quadro social havia um segurança com um pedaço de pau, desferindo pauladas em quem entrasse. Um verdadeiro absurdo! Resta claro que esta verdadeira corja de velhos abutres que se instalou na cúpula Gremista, além de prejudicar o Grêmio dentro de campo, está, também, desrespeitando a melhor torcida do Brasil. Mas o que se esperar de um conselho deliberativo que quando teve a oportunidade de excluir do clube o ex-presidente José Alberto Guerreiro não o fez? Será corporativismo? O fato é que entra ano, sai ano, e os mesmo assessores do homem que mais prejudicou a instituição Grêmio estão no poder. Chega de incompetência! Chega de amadorismo! Queremos marketeiros no marketing. Queremos competência no comando do futebol. Queremos administradores na administração do clube. Queremos seriedade nas categorias de base. E, com certeza, não queremos uma “rainha da Inglaterra” no poder. É hora de dar espaço aos mais jovens, é hora de mudar! Domingo já temos o Atlético Paranaense pelo campeonato brasileiro. Vida que segue. Mudanças que urgem! "O Grêmio é da torcida! É da sua gente! Não é da imprensa, nem dos dirigentes!" Obs1: Gostaria de me desculpar com os leitores pela indignação, mas realmente precisava desabafar! Obs2: Aos dirigentes competentes e honestos, queiram desconsiderar as afirmações supra. Obs3: Parabéns a todos nós torcedores, que mesmo com todas as adversidades fizemos mais uma vez a nossa parte e apoiamos o Grêmio o tempo inteiro! Viva a melhor torcida do Brasil!
 

 Grêmio: o Deus Ares do futebol.

 Do ponto de vista greco-romano, os Deuses imortais classificam-se em: divindades primordiais, superiores, siderais, dos ventos, das águas e alegóricas. No seleto rol dos das divindades primordiais está inserto o nome do poderoso Deus Ares – também conhecido pelos romanos como Marte – que é o Deus da guerra. Mesmo sendo comum por todos os povos antigos a adoção de um Deus da guerra e, embora seja filho de Zeus e Hera, Ares sempre foi detestado pelos outros Deuses. Isto porque, ele é ávido por luta, o campo de batalha é o seu quintal e a sua maestria na arte da guerra incomoda muita gente. Tamanha é a repudia dos demais por ele que “o próprio Zeus o chama de: o mais odioso de todos os imortais que habitam o Olímpo.”[1] 

O Grêmio, por sua vez, não destoa de Ares. É um dos maiores clubes de futebol da América do Sul, contudo, sua grandeza não é louvada pela grande maioria. Muitos acreditam que a instituição Grêmio e seus seguidores pegam pesado demais. Tolos! Não entendem a raça, a força e a garra gremista. Traduzem essas qualidades como forma de violência e brutalidade, com o simples intuito de desmerecer e enfraquecer aquele que é o mestre das batalhas de futebol. Inútil estratégia! Sábios são os que o respeitam, pois os que tentam lhe diminuir provocam a sua ira e sucumbem face à sua sede de vitórias! Na comparação com Ares, é fácil chamarmos o Grêmio de: o mais odioso de todos os imortais que habitam o OLÍMPICO.  

A simples substituição do nome Ares por Grêmio e a adequação de pouquíssimas palavras em trecho do hino homérico a Ares torna cristalina a ligação entre ambos, senão vejamos:

 Grêmio audacioso, Grêmio sob o qual se dobra o teu carro, Grêmio do capacete de ouro, Grêmio do coração indomável, Grêmio do escudo, Grêmio salvador da América, Grêmio encouraçado de bronze, Grêmio da mão poderosa, Grêmio infatigável, Grêmio da forte lança, Grêmio muralha do Olímpico, Grêmio pai da vitória, Grêmio auxiliar de Têmis, Grêmio que ubjulgas os rebeldes e comanda os justos na paz, ó príncipe guerreiro, cujo globo refulgente gira entre os astros que cumprem sua trajetória sobre nossas cabeças, cuja órbita, percorrida pelos teus cavalos de fogo, ocupa o terceiro lugar no céu, escuta, ó socorro dos mortais de quem a juventude obtém a bravura como dom, lá do alto ilumina com pacífico fulgor o curso de minha existência; um favor digno de Grêmio, preservando-me da covardia, não deixe também de reprimir em minha alma a impetuosidade que faz perder-se e de conter a paixão que me leva às contendas cruéis das batalhas. Dá me, bem-aventurado Olímpico, ao mesmo tempo que a coragem, a graça de viver em paz na segurança das Leis e de escapar aos assaltos  dos maus e aos estímulos da violência.         

Em sânscrito, o significado do nome Ares assemelha-se à ele se enfurece.  Em bom Gremismo, a palavra Grêmio quer dizer: nunca duvidem dele, ele se enfurece! O Cruzeiro S.E. provocou o Deus Imortal Grêmio. Não soube respeitar a hierarquia das divindades e, como pena sumária, terá seu calvário no Olímpico Monumental, dia 02/07/2009. Como as aves que protegem Ares, os cinqüenta mil torcedores Gremistas entoarão seus cânticos tão forte que suas vozes mais parecerão flechas apunhalando o inimigo. Não se esqueça a batalha será dentro de campo, o que não a torna menos dolorosa para quem enfrentará o Deus Imortal da guerra. 

Obs: Grêmio, só te peço um gol, o outro necessário deixe que o Olímpico Monumental se encarregará!

 

[1] Trecho da obra “Pequeno livro dos Deuses olímpicos” /Paulina T. Nóbilos – Porto Alegre, Editora Bestiário, 2008

 
 
 

 
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